Atracadouro Zé da Viúva
 
 
 

Histórico

O projeto da construção do atracadouro em Velha Boipeba é fruto de uma cooperação entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional - CAR e a AMABO através do programa PRODUZIR, com apoio da Prefeitura Municipal de Cairu. O Produzir é um programa do Governo do Estado que financia projetos comunitários, escolhidos pela própria comunidade, de acordo com a sua necessidade. O programa é financiado pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial.

 

O programa Produzir apóia vários tipos de projetos, desde aqueles que vão beneficiar a produção até outros que podem melhorar as condições de vida e de conforto das comunidades. O Governo do Estado entra com 80% se o projeto for produtivo (olaria, casa de farinha etc.) e a comunidade com 20%. Se o projeto for de infra-estrutura (ponte, barragem etc.) o Estado entra com 85% e a comunidade com 15%. A forma de participação da comunidade não precisa ser em dinheiro; pode ser em material e/ou mão de obra.

 
 

Com a criação do Conselho Municipal de Cairu, durante um seminário promovido pela CAR e Prefeitura de Cairu, nos dias 12 e 13 de Julho de 1999, iniciou-se o processo da construção do atracadouro no povoado Velha Boipeba. Uma obra importante para a Ilha de Boipeba, visto que ela melhora o acesso de moradores e visitantes de três, dos quatro, povoações da ilha.

 

Em setembro e outubro de 1999 a AMABO realizou várias reuniões, informando a população de Boipeba sobre o projeto. Foi realizada uma pesquisa para definir o melhor local da implantação, abrangendo 211 famílias do povoado Velha Boipeba, representando 928 pessoas, de um total de cerca 1.800 pessoas.

 
 

Por ser uma obra complexa e envolvendo várias entidades, como o Patrimônio da União e a Capitania dos Portos, o processo de realização se revelou bastante demorado. Entre a definição do projeto, em Julho de 1999, e o começo das obras em Abril de 2001, passaram quase dois anos.

 

Em 20 de Julho de 2000, celebrou-se o convênio entre a CAR e a AMABO com o objetivo de implantar um atracadouro na comunidade de Boipeba. O valor do convênio é de R$ 71.250,00, sendo R$ 60.562,50 repassados pela CAR e, equivalente a R$ 10.687,50 considerados como contrapartida da Comunidade de Boipeba, podendo ser expressos em recursos materiais e/ou serviços.

 
 

No mesmo período, a AMABO realizou uma pesquisa de preços na região. Foram solicitados orçamentos de quatro empresas. A pesquisa revelou que apenas a construtora Vibraz Ltda de Valença se enquadrou nas exigências do projeto, sendo a capacidade de executá-lo dentro dos limites financeiros.

 

Após a conclusão das plantas técnicas por Ayrton Silva Ferreira da CAR, a AMABO deu entrada ao processo de legalização frente à Secretaria do Patrimônio da União. O processo foi concluído com o fornecimento da Certidão de Inscrição de Ocupação Precária - Nº 07, no dia 20 de fevereiro de 2001.

 
 

Em março de 2001, a AMABO deu entrada ao processo de legalização frente à Capitania dos Portos. Em 25 de abril de 2001 a AMABO recebeu o parecer positivo da Marinha do Brasil.
Dia 11 de Abril de 2001, a AMABO solicitou à Prefeitura de Cairu o alvará de construção para a obra, concedido em 22 de junho de 2001.

 

Chegando a ponto de começar a construção, a AMABO constatou que, por causa do demorado processo de legalização da obra, alguns dos valores de materiais e mão de obra sofreram reajustes significantes e realizou uma nova pesquisa de valores. A AMABO solicitou ao Diretor Executivo da CAR o valor de R$ 16.760,39, adicional do valor original do convênio, para poder concluir a obra, como previsto. Em 28 de maio de 2001, a AMABO foi informada que o aditivo de valor foi concedida.

 
 

No final de Abril de 2001, a AMABO iniciou as obras. A população contribui na condução do material, sendo a maior parte, pedras para a construção. Durante seis dias mais de vinte voluntários conduziram cerca de vinte metros cúbicos de pedra bruto, em quatro embarcações.

 

O primeiro passo, após a condução do material, foi à escavação para a alvenaria dos pilares de sustenção da passarela fixa. Para reforçar a estrutura dos pilares e dar apoio à ferragem das vigas, foi colocado uma ferragem. Na construção dos pilares teve de trabalhar dentro do leito do rio. Para poder realizar os trabalhos, se construí uma caixa, vedada contra água, qual se esvaziava, com a ajuda de uma bomba.

 
 

Dia 31 de maio de 2001 a AMABO celebrou um contrato de prestação de serviços com a empresa Vibraz Construções, Comércio e Representações Ltda. O objeto do contrato é a construção do guarda corpo da Plataforma Fixa, a construção e montagem da Plataforma Móvel e a construção e fixação da Plataforma Flutuante. O valor do contrato foi fixado em R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), não incluindo as despesas de transporte do material entre Valença e Boipeba.

 

Em 18 de junho de 2001 a CAR e a AMABO celebraram um Termo Aditivo que adia o valor original do convênio de R$ 71.250,00, em R$ 16.760,39, como foi solicitado pela AMABO em 16 de maio de 2001.

 
 

No período que a AMABO estava construindo a plataforma fixa, a construtora VIBRAZ começava a construção das plataformas móvel e flutuante. Os flutuadores são feitos de chapas de ferro, formando três tubos de cerca 10 metros de comprimento e 90 centímetros de diâmetro, que receberam um reforço interno e um revestimento de fibra de vidro. Assim, os flutuadores estão bem protegidos contra a influência da água salgada.

 
 

Em março de 2002, começou o trabalho de fiação. Para fixar, os quatro tubos de aço fundido, os  funcionários da VIBRAZ  perfuraram a rocha no leito do rio. Para cada tubo foram feitos cinco furos. No furo do centro, cravaram um a viga de ferro com cerca 4,5 metros de comprimento. Os outros quatro furos serviram para fincar os tubos de aço. Fincaram-se as vigas de ferro em cerca 2 metros e os tubos em cerca 80 centímetros na rocha. Com a fixação do flutuante e a construção do quiosque de espera enceraram-se os trabalhos da obra.

 

Em 20 de maio de 2002, a AMABO inaugurou o atracadouro José do Espírito Santo Costa, homenageando um dos mais ilustres moradores de Boipeba. José Costa do Espírito Santo, conhecido como Zé da viúva, é eterno símbolo de um homem com espírito de trabalho, perseverança e honradez.

 
 

Agradecimentos
A todos que ajudaram na realização desta importante obra, visto que ela melhora o acesso de moradores e visitantes da Ilha de Boipeba.

O atracadouro José Costa do Espírito Santo é resultado de um trabalho baseado na solidariedade e cooperação entre os moradores de Boipeba e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional Car, com apoio da Prefeitura Municipal de Cairu.

 

Queremos expressar a gratidão do povo de Boipeba aos funcionários da CAR que ajudaram a viabilizar o projeto Ao longo do processo, estes profissionais contribuíram com muita dedicação para a elaboração e realização do projeto. As obras sempre foram acompanhadas com um único objetivo: realizar esta obra importante para a Ilha de Boipeba.

 
 

Queremos agradecer a Prefeitura de Cairu que é parceiro do Programa PRODUZIR. Sem a qual o atracadouro José Costa do Espírito Santo, não teria sido viabilizado.

Queremos agradecer a construtora VIBRAZ de Valença pela qualidade dos serviços prestados. Todos os itens foram construídos de acordo com as plantas do arquiteto Ayrton Silva Ferreira da CAR e dos pedidos da AMABO. Sem a colaboração de Valdemar José da Santana (Wawa), de Bó e da equipe dessa empresa, esta obra não podia ser realizada.

 

Agradecemos todos os moradores de Boipeba, especialmente as pessoas que trabalharam voluntariamente na construção do atracadouro, contribuindo com a contrapartida da comunidade. Todos estão de parabéns por seu espírito de cooperação e solidariedade.

 

Voluntários:

Adailson Menezes-Dav; Adilson Lacerda-Moço; Adriano Marques; Afonso Gonçalves Magalhães; Antônio Amâncio dos Santos Filho-Carnerinho; Antonio Carlos Menezes-Carlinhos; Antonio Damasceno Costa; Antonio Deolindo dos Santos; Balbino Gomes dos Santos; Beybe Gomes; Benedito Amâncio dos Santos; Benedito Damasceno Costa-Baú; Benedito Jose de Souza-Bel; Benedito Trinidade Ferreira-Bio; Carlos Alves; Carlos Santos; Fazenda Pontal; Francisco Alves dos Santos-Tião; Gentil Alcântara de Souza; Jorge Santos Ferreira; José Assunção Aleluia; José Damasceno Costa-Pepito; Jota Aleluia; Jussarema de Vasconcelos Nunes-Jussa; Hilton dos Santos Souza; Leílson Santos Lopes-Alex; Luiz Damasceno Costa; Luiz Teles; Manoel Evangelista; Manoel Lacerda; Manoel Trindade-Neca; Maria Christina Soltysinski; Maria de Fátima Silva Pereira; Marilene Gomes da Silva; Melque; Milton Soares; Pedro José Azevedo; Pedro Vieira-Nina; Ranuce de Souza Silva; Roce Vieira; Roque Damasceno Costa; Roque de Souza; Rosival Silva Conceição; Sergio Menezes; Silvio Rosa; Stefan Achim Ruder; Valter Paixão-Didio; Vinicius Menezes; Wellington Aleluia Magalhães; Zudemar Pirajá-BA

Finalmente, agradecemos aos pedreiros Raul Denis de Alcântara Souza e Valter Souza Passos; o carpinteiro Antonio Carlos Santos da Silva e os ajudantes Ailton Vieira Santana, Cremildo dos Santos, Frank Londy Gomes do Rosário e Joselito Bomfim dos Santos.